Restaurantes

Taberna Macau

Chefe André Magalhães

André Magalhães é o taberneiro-mor da Taberna da Rua das Flores em Lisboa, um dos projetos gastronómicos mais badalados da cidade. Foi durante cinco anos o chefe de cozinha do prestigioso Clube de Jornalistas – Restaurante, em Lisboa. É chefe executivo da Taberna Fina no Hotel Le Consulat e consultor do Omali Lodge em São Tomé.

Em parceria com os seus sócios taberneiros acabam de abrir três bancas de comida de rua no Mercado Oriental do Martim Moniz das quais se destaca a TABERNA MACAU que este ano se estreia no Peixe em Lisboa.

Como jornalista escreve sobre gastronomia e vinhos, colaborando com várias publicações nacionais e estrangeiras. É membro da FIJEV- Federação Internacional dos Jornalistas e Escritores de Vinhos, e júri internacional em concursos de vinhos e azeites. Em 2012 ganhou um “Taster Trophy” que distingue os melhores provadores do Concurso Mundial de Bruxelas. Personalidade do Ano na Gastronomia 2015 pela revista “Wine”.

Possui uma pós-graduação em Ciências Gastronómicas e dá aulas no Mestrado de Ciências Gastronómicas da FCT/ISA.

Recolector de produtos silvestres e mariscador é um defensor dos produtos sustentáveis e da vida rural.  É membro ativo do movimento Slow Food e da Confraria dos Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro

 

TABERNA MACAU

Já há algum tempo que os Taberneiros tinham vontade de fazer alguma coisa em torno da comida de Macau e o convite para abrir uma banca de comida e rua asiática no Mercado Oriental, o novo “hawker center” do Martim Moniz calhou que nem ginjas!

Surgiu assim a Taberna Macau, uma taberna de petiscos macaenses que carrega o espírito da tasca-mãe na Rua das Flores.

Macau na época dos descobrimentos foi o primeiro sítio do mundo em que houve realmente uma fusão cosmopolita de comidas, motivada e instigada pelos portugueses que aí instalaram uma estrutura governativa que implicou a ida de funcionários públicos de outras possessões portuguesas, como Moçambique, Goa ou Timor, para além de todo o intercâmbio comercial com os Malaios, Filipinos e outros povos do extreme Oriente.

A cozinha macaense, tendo uma matriz originalmente portuguesa e uma forte influência cantonesa recebeu outros temperos e técnicas de cozinha oriundas desse seu variadíssimo entorno pois Macau foi desde sempre um ponto de confluência de tudo o que os portugueses andavam a fazer naquela zona do mundo. Hoje em dia estima-se que mais de 85% da população de Macau é constituída por expatriados, menos de um por cento dos habitantes falam ainda o “patuá macaense” e os pratos tradicionais estão a ser eclipsados pela “junk food” global que vai descaracterizando as cozinhas locais Urge assim manter viva uma cozinha tão extraordinária e que nos é ao mesmo tempo tão familiar.